sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Por favor, dêem-me paz!

Que desespero. Cheguei à conclusão que só uso o blog quando estou a desesperar comigo própria, quando me parece que que mais um segundo e vou explodir. Acho que os meus blogs nunca vão ter textos, meus, felizes. Já só escrevo quando me sinto perdida e eu nem chamo a isto escrever. É apenas um amontoado de palavras que não significam nada aos olhos de quem as lê. Mas eu hoje vou ser mesmo específica. Sem meias palavras, sem frases por acabar. Simples, directo, rápido.
Podia-te comparar a tantos amores e desamores que leio em livros, que vejo em filmes ou que ouço pelas bocas de estranhos, mas com que objectivo? Nem sei se há comparação possível. Ninguém acredita em mim quando digo "Não gosto dele", da mesma maneira que ninguém acredita quando eu digo que não me incomoda o que fazer ou deixas de fazer com ela. A verdade é que não incomoda mesmo, porque eu não gosto dele. Se mexe comigo? Mexe, mas não o suficiente. Eu tenho o coração congelado (vá, semi). Gosto da companhia, gosto dos mimos e acho piada aos "picansos", mas mais nada. Não tenho vontade de estar com ele só porque sim nem qualquer tipo de necessidade de falar com ele.
Se me vierem falar em gostar, falem-me em João Pedro. Porque só ele me faz sentir feliz com uma pequenina coisinha. E não é coisa de semanas, é coisa de meses e só quem sabe da história toda percebe isto. Também só quem me conhece há pelo menos 2 anos sabe porque é que eu não gosto do André. Uma das evidências é eu não o estar a afastar.
Agosto de 2010 « tu gostas dele, por isso é que o estás a afastar » E, venha quem vier, não tive vontade de me afastar de mais ninguém depois disto. Digam o que quiserem. O João é um caso à parte, muito à parte.
Mas, de todas as pessoas a quem eu contei, só uma é que disse uma verdade « podes não gostar agora, mas se continuarem assim vais acabar por gostar ». E é por isso que eu digo com todas as certezas, não vai voltar a acontecer. Para meu bem, para bem da minha amizade com ele. Quando me começa a magoar no coração está tudo estragado e eu já chorei de mais por causa desta história.
Não estou infeliz, mas também não estou feliz. Sinto-me vazia. Ao contrário do que pensam, eu não sinto nada quando te agarras a mim ou quando me dás beijinhos. Mas já sinto quando mandas as mensagens de falta de atenção, sinto-me sem paciência. Porque eu dou-te atenção, demasiada até! E não tenho paciência para que achas que és meu "dono" ou algo do género. Como se eu te devesse algo... E eu não devo. Não tens direito de fazer 1/10 daquilo que me fazes e no entanto eu deixo... Eu vou deixando e vou reclamando apenas para mim própria porque gosto de mais da nossa amizade, mas estou a atingir o limite. Não queiras que isso aconteça. é um aviso.
E eu escrevo aqui, porque gastar o meu latim não vale a pena. NINGUÉM ACREDITA EM MIM.

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