sábado, 19 de novembro de 2011

Porta trancada. Chave Perdida.

Não sei precisamente o tempo, acho que o deixei de contar ao fim de uns valentes meses, mas sei que foi há muito tempo.
Naquela noite, supostamente de festa, fiz uma promessa às estrelas. Sentada algures naquele sítio que já mal existe, rodeada de pessoas e, ainda assim, sentido-me sozinha, completamente perdida. Nessa noite eu perdi o meu norte. Da promessa, ninguém sabe. São coisas minhas com o vermelhinho.
É curioso o quanto uma pessoa consegue mudar do dia para a noite (ou, neste caso, da noite para o dia). 90% das pessoas daquela noite já não sabem que eu sou, fora aqueles que nunca me conheceram, e foi melhor assim. Parece um cliché, mas odeio sentir que desiludi alguém e eu ir-los-ia desiludir.
Frio. Frio. Frio. Até que congelou mesmo. Às vezes derrete um bocadinho, mas nunca o suficiente para descongelar de vez. Alguém devia informar as pessoas das contra-indicações dos desejos/trocas/promessas às estrelas. Se fosse hoje eu não a tinha feito. Ora, se calhar até tinha, fiquei mais forte desde essa noite, mas também fiquei mais vazia. Não sou de quebrar promessas e. por mais que custe, vou deixar as coisas como estão.
Semi-quente, semi-frio. Mas tu até bates, até que eu me aperceba e te proíba de o fazeres. Já tivemos esta conversa um trilião de vezes. Eu tranquei a porta e perdi a chave. Talvez um dia a encontre, enquanto vagueie por um canto escuro. Talvez um dia. Não hoje. Não amanhã. Um dia, longe, talvez.



Mas sim, tenho imensas saudades
de ter a porta aberta.

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