Perder o controlo da situação não é uma coisa que me deixa confortável e, neste caso, criou-me um peso no coração. Está tão apertado, eu já nem sabia o que isto era.
Passou de um bater forte para um bater (demasiado) fraco. Tão fraco que se torna quase impossível respirar. Já fui buscar as forças onde não sabia que as tinha só para me levantar hoje da cama e ir até à Universidade. Agir normalmente. Costuma ser tão fácil! Se bem que, como sempre, fui burra. Porque eu sabia, sempre soube que ia ser assim.
Não me venham falar em «óbvio» porque ninguém sabe o quanto eu não queria que se passasse, o quanto eu rezei para que nunca acontecesse. Eu neguei com todas as minhas forças, mas menti com quantos dentes tinha na boca. Sinto-me tão mal por isso.
Não misturar as coisas. Era o objectivo número um. Não concretizado.
Não deixar o coração bater mais forte. Era o segundo objectivo. (O único) Concretizado.
Não magoar ninguém. Era o objectivo número três. Não concretizado.
Eram três, três tão fáceis, tão naturais. Será que eu mudei assim tanto? Será que eu deixei amolecer demasiado o coração? Mas é que agora eu não posso voltar atrás, vou quebrar uma promessa.
Puta de infelicidade.

Sem comentários:
Enviar um comentário