domingo, 9 de dezembro de 2012

Amo-te.
Gosto de te repetir isto vezes sem contas enquanto estamos entrelaçados debaixo dos lençóis. És o melhor que tenho e fazes-me mesmo bem. Tanto nos dias bons como nos maus. Entre as cócegas e o meu riso alto, ou mesmo entre as mordidelas e os meus berros, eu tenho mais que a certeza. Eu sou feliz contigo.
És o único que eu quero comigo nas noites frias, depois de pesadelos  e enquanto eu choro. A verdade é que eu nunca pensei ser possível voltar a sentir-me assim. Acordar todos os dias com um sorriso na cara e contar os minutos que faltam para sexta-feira à noite. Abraçar-te com força e saber que o mundo pode acabar que tu vais estar ali sempre para mim. Ouvir-te dizer que sou o melhor que tens e que me amas.
Tenho um aperto no coração cada vez que sinto que tu não estás bem, não consigo estar feliz se tu também não o estiveres. Foi a primeira vez que te vi com medo, foi a primeira vez que te vi mesmo triste. E tu não és assim, nunca o foste. Não me lembro de te ter visto assim em nenhum momento dos 4 anos sem ser na quarta/quinta, nunca tinha sentido a tua voz a tremer. Assustou-me mais que tudo o resto, assustou-me mais do que o que vai vir depois. Já não sei mais o que te dizer sem ser que eu vou estar contigo antes, durante e depois e que isto não nos vai afectar em nada. Não vou deixar. Só te quero bem e se é isto que é preciso, é isto que tem de ser feito.
Eu aguento o pânico de não saber o "quando", aguento não saber nada de ti nem de te ver durante dias, aguento ver-te deitado os dias que forem precisos numa cama de hospital, aguento ouvir-te queixar-te de dores, aguento tudo e mais alguma coisa desde que saiba que no fim de tudo passar te vais agarrar a mim com muita força, me vais dar um beijinho na testa e me vais dizer que me amas.
Amo-te, que sejam (apenas) os primeiro quatro (L)

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