terça-feira, 13 de março de 2012

00:10 de uma noite de estudo.

O que resta descongelado esperava que eu me apaixonasse por ti. Que eu deixasse de ser a pessoa que, há uns anos, eu odiava. Optar sempre pelo caminho mais fácil. Não falar e fingir que não aconteceu é mais fácil do que, realmente, encarar as pessoas de vez. E eu era perita em fazê-lo. Nunca deixava nada por dizer, nunca houve uma conversa em que eu me esquecesse de uma vírgula. Hoje, de olhos pregados em ti, vieram-me mil e uma coisas ao pensamento para te dizer e nem uma mencionei. « Para quê? » foi esta a frase que se repetiu ao expoente na minha cabeça. Chatear-me? Ou era só o medo de te perder de vez, para sempre?
Este 2º ano está repleto de erros, de pensamentos « porque é que eu ainda não aprendi? ». Não és, de longe, o maior de todos. Até porque nunca tinhas acontecido se o primeiro não tivesse sucedido. Foste um substituto, vamos chamar-lhe assim (e eu já tive mais que provas que isso dá sempre mau resultado!). Um substituto que soube mesmo bem, não vou negar. O coração a bater forte, o sorriso estúpido e as noites mal dormidas.
Não me arrependo. Foi esta a resposta à pergunta do fim-de-semana. Voltava a fazê-lo. E acho que era porque nunca tiveste nem 1/10 da importância, mas gosto muito de ti. Só não da maneira necessária para me arrepender, não da maneira necessária para lutar por algo (que nunca existiu). De uma maneira necessária apenas para deixar andar. No entanto, apesar da base ser a mesma, não quero repetir os mesmos erros de há uns meses atrás.
Amizade, acima de tudo amizade. Sem química, sem troca de olhar ou beijos. Apenas e só amizade. Por mais que lá no fundo até gostasse, não estou minimamente apaixonada por ti. Estou deprimida porque não gosto de déjà vu's e já sofri muito por erros desnecessários. É que hoje o meu sorriso mostrou-me, nunca foste tu. Foram e sempre serão os mimos. Não és mais especial que os outros, só me deste mais atenção. Odeio a pessoa em que me tornei.

00:28 de uma noite de estudo.

Sem comentários:

Enviar um comentário