quarta-feira, 11 de maio de 2011

não-me-entendo-

Preciso de um tempo e não o quero. Mas tu dás-mo sem sequer o saberes. Tenho saudades do que éramos, do que somos em míseros segundos comparado com as horas que passamos ao telefone. Não sabes tudo de mim, há coisas que não sou capaz de te contar, mas sabes grande parte. És a única pessoa a quem sou capaz de mandar mensagem só a dizer o que é que estou a fazer. Soa-me a namorado. Arrepios. Medo.
Às vezes gostava de conseguir entrar na tua cabeça e saber o que pensas em relação a tudo, em especial aquilo que eu apelido de « estranho, muito estranho ». É que basta-me uma palavra ou um "smile" para o meu coração ganhar asas e voar, para o meu sorriso crescer e os meus olhos serem estrelas. 
Se a saudade foi a pior coisa que inventaram, a nostalgia foi a segunda pior (se é que podemos por as coisas nestes termos). Hoje dei por mim ao som de Foo Fighters - Wheels, com o vento a soprar-me o cabelo, a pensar em coisas tuas e minhas. Continuo a não gostar de usar o pronome pessoal nós. Aparentemente ainda não descongelei tanto quanto eu pensava. 
Um dia destes volto a ligar-te a chorar só para te sentir reconfortar-me, mesmo que a quilómetros de distância. Pedir-te para me cantares ao telefone e ouvir-te a dizer um « não » soava doce, acho que ainda deve soar. Não sei, nunca mais te pedi.
Alguma vez te disse que o que eu e tu temos é lindo? Se dois anos de quilómetros nada apagaram, pouco será aquilo que vai apagar. E eu gosto disto, eu gosto muito disto.


A 21, a 21 logo se vê <3


-para-não-variar-
-mas-agora-não-tenho-tempo-para-andar-triste

Sem comentários:

Enviar um comentário